segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Escola Primária de Asnela!


Planta rectangular de corpo único, com massa simples e cobertura homogénea em telhado de quatro águas. O portal, sobreelevado, tem acesso por escada com dois degraus, com guarda plena em cantaria, de arranque e guarda-mão com decoração volutada; é ladeado por seis janelas de peitoril, em arco de volta perfeita, molduradas e com bandeira. Fachadas laterais, tendo apenas parcialmente visível o primeiro piso.

É um imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

Situa-se em local rural, numa encosta sobre o rio Louredo, isolado, adaptado ao declive do terreno, bastante acentuado na fachada posterior, numa plataforma à margem da Estrada Nacional para Cerva, junto à Capela de Nossa Senhora da Ajuda rodeada de casas e campos de cultivo. A fachada lateral esquerda encontra-se parcialmente coberta por hera.

 

Cronologia:

- Década de 1850 - José Manuel Nogueira Machado, de Asnela, mandou construir o edifício, doando-o ao Estado com diversas cláusulas, para aí ser ministrado o ensino primário;

- 1853, 31 Dezembro - extinção do concelho de Cerva, passando a freguesia a integrar o concelho de Ribeira de Pena;

- 2001 - desactivação da escola.
 
 
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Capela de Rio Mau!


Planta longitudinal de corpo único, rectangular. Massa simples com cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em cantaria de granito, de aparelho em fiadas irregulares, com as juntas tomadas e pintadas de branco, gravadas com cruzes de Via sacra relevadas e numeradas.

Interior de espaço único, rebocado e pintado de branco com lambril de madeira, envernizada, iluminado na zona do altar-mor pelas frestas confrontantes, com pias de água benta, gomadas, a ladear as portas. Na parede testeira rasga-se nicho, de arco de volta perfeita, moldurado, sobre pilastras toscanas, também molduradas, e com fecho saliente em voluta, enquadrado por moldura de pedra, acompanhando o perfil do arco, entre duas mísulas sustentando imaginária. Pavimento lajeado e tecto em masseira, de madeira envernizada.

É um imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais

Situado em local rural, numa encosta sobranceira ao ribeiro Mosqueiro, afluente do rio Poio, isolada, em posição sobrelevada, no centro da povoação, rodeada de casas e quintais. Possui pequeno adro cimentado, parcialmente gradeado, com escada de acesso.


Cronologia:

Séc. XVII / XVIII - edificação da capela;
1758, 12 Março - referida nas Memórias Paroquiais pelo pároco Domingos Alves Pinto como tendo festa apenas no dia do seu orago

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Capela de Formoselos!


Esta Capela de planta longitudinal rectangular, simples, com sacristia, também rectangular.

Interior rebocado e pintado de branco, com silhar de azulejos de estampilha de cor azul, amarela e branca. Coro-alto de madeira envernizada sobre quatro mísulas de pedra, com balaústres de madeira.

Lateralmente, no lado do Evangelho, dispõe-se a base do antigo púlpito, quadrangular sobre mísula de pedra com volutas e porta ladeada por pia de água benta, gomada, e, no oposto, duas portas para as sacristias. Supedâneo de granito com dois degraus.

 

É um imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Situada em local rural, numa encosta sobre o rio Tâmega, isolada, num largo sobranceiro à estrada para Cerva, rodeada de casas, quintais e campos de cultivo. Possui adro empedrado a cubo granítico, na parte frontal com pedras de calcário e basalto desenhando uma cruz, cerrado por muro de pedra e grades de ferro, com acesso lateral e frontal.

 

Cronologia:

Séc. XVIII, final - provável edificação da capela;

1758, 12 Março - segundo o pároco Domingos Alves Pinto nas Memórias Paroquiais existia uma capela em Formoselos, mas dedicada a Bom Jesus dos Perdões;

1826 - Construção da sineira;

Séc. XIX / XX - provável rasgamento dos óculos da fachada principal e feitura do nicho sobre o portal;

Década de 60 - acrescento da sacristia, colocação do silhar de azulejos e substituição dos pavimentos; provável abertura do vão em cruz na fachada posterior.
 
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lugar de Limões!

A freguesia de Limões fazia parte do antigo município de Cerva até que, em 31 de Dezembro de 1853, ao ser extinto aquele concelho e julgado, passou a fazer parte integrante do concelho de Ribeira de Pena. Esta freguesia, agora unida à freguesia de Cerva, formando a Freguesia de Cerva e Limões, apresenta uma área de 1762 ha.

Em Agosto, mês de todos os encontros e em que os filhos pródigos regressam à terra, a serra veste-se de verde-roxo, saia curta que lhe é dada pela vegetação rasteira em que a urze sobressai. Os muros de pedra a enquadrar os parcos prados parecem bordados a ponto pé-de-flor quando vistos dos pontos mais altos, as casas antigas e as novas, estas muitas vezes erguidas um pouco afastadas para não estragar o conjunto, abrem-se ao sol que vivifica e ilumina tudo de uma luz muito clara, como que a dizer-nos que a armazenemos nos olhos para a usar no Inverno, rigoroso, frio. Sim, porque no Inverno é tempo de lar, de hibernar, de preparar o corpo e o solo magro, pelo descanso, para mais um ano de trabalho.

Os visitantes que não estejam prevenidos para o facto de o Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico já ter classificado o seu núcleo como "Conjunto arquitectónico de interesse público" pensarão que é uma pena que não se tomem medidas para o conservar tal como se encontra e reconstituir, mais do que reconstruir, o que não conseguiu resistir ao tempo e à usança dos homens.

Lá do alto, domina a igreja de S. João, que guarda e é guardada pelo Cruzeiro do Centenário da Independência, um dos exemplares do concelho, um daqueles marcos que se encontram pelo país a lembrar que Portugal é nação independente e muito lutou para isso desde que o germe da autonomia começou a fermentar com o Conde D. Henrique, levedou com o nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, e tornou a ganhar forças em 1640, quando os insubmissos procuraram a chefia de D. João, o 4º de seu nome, para o colocar no trono português. Ainda mais acima, está o cemitério murado e bem cuidado.
 
Adaptado de: Projecto de Investigação. Estudos de Produção Literária Transmontano-Duriense. (Número do Projecto: POCI/V.5/A049/2005 (Medida V.5 - Acção V.5.1))
 
 
 

Capela de Quintela!


Planta longitudinal de corpo único, retangular. Massa simples com cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em cantaria de granito, de aparelho em fiadas irregulares, com as juntas tomadas e pintadas de branco, terminadas em cornija saliente.

Interior rebocado e pintado de branco, com embasamento de granito, tendo no lado do Evangelho pia de água benta semicircular com decoração relevada e encimada por nicho a ladear a porta travessa. Remate em entablamento com friso ornado de elementos fitomórficos e querubim central, sobre o qual assenta tabela retangular horizontal, com representação do Deus Pai, ladeado de aletas. No banco, painel com pinturas já indecifráveis.

É considerado um imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitetónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com exceções, os objetos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.


Possui um enquadramento rural, numa encosta voltada ao rio Poio, isolada, em plataforma aplanada à entrada da aldeia, rodeada de montes e campos de cultivo. Apresenta, frontalmente, os vestígios de um alpendre, materializados num pilar, ainda em pé, e em pedras espalhadas pelo chão de um segundo pilar


Cronologia:

Séc. XVII - edificação de uma capela em honra de Nossa Senhora da Piedade;
Séc. XVIII - reforma do templo;
1758, 12 Março - referida nas Memórias Paroquiais pelo pároco Domingos Alves Pinto como tendo festa apenas no dia do seu orago;
Séc. XIX - provável remodelação do vão do portal axial e execução da mesa de altar; Séc. XX - remoção do alpendre;
Década de 60 - destacamento da mesa de altar.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Capela de Alvite!


Planta longitudinal rectangular, simples, com sacristia. Fachadas em cantaria de granito, de aparelho em fiadas regulares, com as juntas tomadas e pintadas de branco, gravadas com cruzes de via-sacra, duas estações na fachada NO., quatro na fachada SE., sendo uma o calvário, duas na posterior e duas na principal

Portal em arco de volta perfeita, ladeado por óculos circulares geminados, moldurados, e encimado por óculo, octogonal, também moldurado. Interior  rebocado e pintado de branco, com lambril de madeira envernizada sobre rodapé de granito. Coro-alto de madeira sobre quatro mísulas de pedra, com balaustrada também de madeira.

 Na parede testeira, de cantaria aparente, abre-se arco de volta perfeita sobre pilastras toscanas, albergando retábulo de talha policroma, a azul, branco e dourado, de planta recta e um eixo definido por duas colunas de fuste pintado a marmoreados fingidos, com o terço inferior marcado por cartela recortada, e de capitéis coríntios, que se prolongam na zona do ático numa arquivolta de fecho saliente volutado, sobreposto por pequeno baldaquino rectangular, e friso com enrolamentos. Pavimento de tijoleira cerâmica e tecto, em masseira, de madeira envernizada. Sacristia rebocada e pintada de branco, com pavimento em tijoleira cerâmica e tecto de madeira pintada de branco, com janelo e porta para o exterior.

 

É um imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

É um imóvel rural, numa encosta sobre o rio Poio, isolada, num largo à face da estrada da povoação, frontalmente com adro, rodeado de casas e campos de cultivo.

 

Cronologia.

Séc. XVII/XVIII - provável construção da capela;

Séc. XVIII - feitura da pia de água benta com nicho concheado;

1758, 12 Março - referida nas Memórias Paroquiais pelo pároco Domingos Alves Pinto;

Séc. XX - execução do retábulo-mor; colocação do silhar de madeira nas paredes
 
 

 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Chafariz do Ribeiro do Casal!


Soco constituído por um degrau sub-circular com guias de pedra e enchimento a cubo granítico, com tanque de perfil recortado.

 Ao centro, sobre base em tronco de pirâmide com arestas de topo avivadas, eleva-se coluna prismática, de secção quadrangular, com almofadas rectangulares horizontais sobrepostos por um friso vertical central, tendo no remate de cada face cartela em forma de escudo, com inscrição:

- Na face principal CPC,

- Na esquerda OP,

- Na direita DSU,

- Na posterior CPC.

 

Mais ou menos a meio do friso, possui bica, com torneira, marcada por motivo relevado em V. Entre a base e as bordas do tanque, surgem afixadas duas réguas metálicas em cada face, para suporte de vasilhame.

É um imóvel ou conjunto de acompanhamento que, sem possuir características individuais a assinalar, colabora na qualidade do espaço urbano ou na ligação do tempo com o lugar, devendo ser preservado em tal medida. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Valor Concelhio / Imóvel de Interesse Municipal e outras classificações locais.

É um monumento urbano, isolado, no centro de um largo empedrado a cubo granítico, confluência de três caminhos da povoação, rodeada de casas e quintais.

Foi edificado na década de 40, e é um interessante chafariz do Estado Novo conjugando as linhas sóbrias do pilar, mas ritmado pela marcação das almofadas horizontais e friso vertical, com o dinamismo do tanque, lembrando os exemplares barrocos.