terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Turismo para Todos!

No dia internacional das pessoas com deficiência, achamos importante divulgar este documento que procura colmatar as (muitas) falhas ainda existentes, nomeadamente nas acessibilidades do Turismo para pessoas portadoras de deficiência.


“O Turismo é um bem social, de importância primordial, que deve estar ao alcance de todos os cidadãos, sem que nenhum grupo da população deva ser excluído, independentemente das circunstâncias, sejam elas pessoais, sociais, económicas ou de qualquer outra índole. Contudo, atualmente, o turismo ainda não é uma atividade acessível a todos os cidadãos, com especial ênfase nas pessoas com mobilidade condicionada ou com outras limitações de natureza motora, visual, auditiva ou intelectual.”

“O turismo acessível ou turismo para todos não deve constituir uma questão da exclusiva competência das autoridades públicas. A sua promoção e fomento deve ser, também, uma prerrogativa dos agentes económicos do setor (operadores turísticos, agências de viagens, fornecedores de transporte, alojamento ou gestores dos recursos turísticos) a quem cabe aferir que o turismo para todos é, para além de uma responsabilidade coletiva, uma oportunidade de negócio e uma vantagem competitiva. Assim, nos termos da Lei n.º 46/2006, de 28 de agosto, importa proporcionar iguais condições a todos os que pretendem usufruir da oferta turística disponível, garantindo a ausência de qualquer prática ou forma de discriminação, seja ela direta ou indireta.

A ENDEF – Estratégia Nacional para a Deficiência, aprovada pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 97/2010, de 14 de dezembro, decorre do Plano de Ação para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade (PAIPDI) 2006-2009, bem como das Grandes Opções do Plano para 2010-2013.”

 
Adaptado de Guia de Boas Práticas de Acessibilidade na Hotelaria, onde o Turismo de Portugal, I.P. participou na sua elaboração.

*O documento pode ser consultado na integra em:
 
 
 

 

 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Casa Toló, em Alvite, um projeto do arquiteto Álvaro Leite Vieira!!

 
Casa Toló, lugar das Carvalhinhas, Alvite. Um projeto de Álvaro Leite Vieira, filho do prestigiado arquiteto português, Siza Vieira, que lhe valeu nomeações e um prémio em concursos de arquitetura.
 
 
O terreno era estreito, comprido e fortemente inclinado (cerca de 33°), com área de 1.000 m² e configuração irregular. O programa para a casa de 180 m² constava de três quartos, escritório, casa de banho, salas de estar e jantar, cozinha e despensa. No exterior, uma garagem e uma pequena piscina.
Apesar da topografia difícil, o lote estava voltado para a face sul (a mais saudável no hemisfério norte), o que levou o arquiteto a desenvolver um tipo de implantação que não apenas se adequasse ao grande declive, mas que fosse capaz de captar o máximo de luz solar e oferecer belas visuais do entorno.
 
A solução foi a fragmentação da planta, que se desenvolve em desníveis com uma apurada composição de pequenos volumes associados e articulados entre si, em que cada desnível corresponde a um único compartimento.
A entrada principal foi projetada a partir da plataforma da garagem, no topo da colina, face norte do terreno, com vistas para o vale e para a montanha. O acesso à casa também é possível na cota inferior, por uma passagem de pedestres mais agreste.
A ocupação linear ao centro do lote permitiu a preservação das árvores pré-existentes, de forte expressão no sítio.

 


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Turismo Rural em Portugal!!


Desde a década de 70, como resposta ao aumento e diversificação da procura turística, assim como a busca de soluções para o declínio e desagregação das sociedades rurais, assiste-se ao desenvolvimento do turismo e de actividades de lazer em espaço rural, constituindo-se estas como um meio privilegiado de promoção dos recursos existentes nos territórios rurais, um factor de revitalização do tecido económico e social e uma oportunidade para o desenvolvimento destes territórios.

Nesta perspectiva, na década de noventa, no quadro das novas orientações de política comunitária para o desenvolvimento rural, são criados e implementados um conjunto de medidas, enquadramentos legislativos e instrumentos financeiros que apoiam a diversificação das actividades nos territórios rurais e promovem o desenvolvimento das actividades turísticas nesses territórios.

Em Portugal, estas medidas passaram, numa primeira fase, pelo apoio à criação de respostas ao nível do alojamento turístico, com base na recuperação de edifícios com manifesto valor patrimonial e arquitectónico e, posteriormente, no apoio a um produto turístico completo e diversificado, que valorize a diversidade de recursos endógenos existentes nas zonas rurais.

*Informação adaptada de estudo sobre o Turismo Rural em Portugal da DGADR - Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
 
 
 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Igreja de Limões!

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, rectangulares, com torre sineira, quadrangular, e sacristia, rectangular. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, na igreja, três, na sacristia e em coruchéu hexagonal, na torre sineira. Fachadas em cantaria de granito, de aparelho em fiadas regulares, com as juntas betumadas, terminadas em friso e cornija, com pilastras nos cunhais e cruz sobre acrotério nas empenas.
Interior rebocado e pintado de branco; nave com coro-alto sobre trave de madeira, sustentado por seis mísulas de pedra, com balaustrada de madeira, envernizada; no sub-coro surgem pia de água benta, gomeada, no lado da Epístola, e pequeno vão rectangular, de um antigo armário de alfaias, no lado do Evangelho, ladeando o portal; lateralmente, abrem-se dois vãos em arco de volta perfeita, confrontantes, sendo o do lado do Evangelho o baptistério com painel de azulejos historiados, representando o baptismo de Cristo no rio Jordão, e pia baptismal de taça monolítica, semi-esférica, sobre pé de secção circular, e albergando o da Epístola imagem sobre base prismática


Com altar tipo urna, com frontal decorado com concheados em talha dourada, sobre o qual surge sacrário, terminado em frontão de volutas interrompido por acanto, profusamente ornado de concheados e com cruz na porta. Pavimento soalhado e cobertura em falsa abóbada de berço, estucada e pintada com motivos alusivos à Eucaristia. Sacristia com pavimento em lajes de granito e tecto de madeira, com arcaz de castanho, comunicando com o exterior.


É imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.


Cronologia:


- Séc. XVII - Provável construção da igreja;


- 1755, 1 Novembro - o terramoto causou algum "detrimento" na igreja;


- 1758, 8 Março - segundo o relato do Pe. Bernardo José Gonçalves nas Memórias Paroquiais, a freguesia possuía 97 fogos, 375 pessoas de sacramento e 40 de meninice; a igreja estava ainda por reparar dos danos causados no terramoto, nomeadamente a cruz sobre a capela-mor e a fenda aberta nas paredes do lado N., tendo ainda que retirar-se o sino da torre por ameaçar ruína; a apresentação da igreja pertencia ao vigário de Cerva, por mercê que lhe fizeram as religiosas de Santa Clara de Vila do Conde, as quais comiam os frutos colhidos na freguesia; a igreja ficava no meio do Lugar de Limões, com 56 vizinhos, e tinha quatro altares: o mor, onde estava colocado o Santíssimo Sacramento e o padroeiro São João, dois colaterais, o do Evangelho dedicado ao Santo Nome de Deus e o da Epístola de Nossa Senhora, com título do Rosário e das Neves, existindo neste mesmo lado da Epístola um altar dedicado a São Sebastião; tinha ainda uma Irmandade com invocação das Almas; o seu título era vigararia colada, com apresentação do reverendo de São Pedro de Cerva, e rendia cerca de 80$000 ou 70$000;


- 1766 - Data inscrita no portal de acesso ao coro-alto;


- 1853 - Com a extinção do concelho de Cerva, a freguesia de Limões passa a integrar o concelho de Ribeira de Pena;


- 1867 - Edificação da torre sineira.
 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Capela de Macieira!


Planta longitudinal de corpo único, rectangular. Massa simples com cobertura em telhado de duas águas. Fachadas em cantaria de granito, de aparelho em fiadas irregulares, com as juntas tomadas e pintadas de branco e cruzes de Via Sacra relevadas.

Interior em cantaria de granito aparente, iluminado na zona do altar-mor por duas frestas e duas janelas, com pias de água benta a ladear as portas. Coro-alto sobre quatro mísulas de pedra com balaustrada de madeira. Pavimento em placas de granito polido e tecto de masseira, em madeira envernizada.

É imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Situado em local rural, em montanha, isolado, à beira da estrada e sem elemento separador da mesma, num largo à entrada da aldeia, rodeada de campos de cultivo e casas. Possui pequeno adro frontal, cimentado, sobrelevado, com cinco degraus para acesso, cerrado por grade e portão de ferro. Na aldeia existem alguns espigueiros setecentistas e casas com relógios de sol e data de construção gravada no lintel.

 

Cronologia:

- Séc. XVIII - Edificação da capela;

- 1758, 8 Março - referida nas Memórias Paroquiais;

- Séc. XX - provável execução do retábulo;

- 1940, década - remodelação e acrescento da capela, em termos de comprimento e altura do pé direito

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Capela do Cadaval!


Planta longitudinal de corpo único, rectangular. Massa simples com cobertura em telhado de duas águas.

Interior em cantaria de granito, iluminado pelos óculos e pelas frestas confrontantes, com moldura superior interrompendo a cornija onde se apoia a cobertura, sendo a do lado da Epístola ladeada por nicho de arco em volta perfeita, moldurado, para as galhetas. Possui pias de água benta gomadas, a ladear as portas e, no lado do Evangelho, confessionário articulável. Mesa de altar em forma de urna, com frontal decorado por festão e florão integrado em moldura. Pavimento soalhado e tecto em falsa abóbada de berço, de contraplacado, pintado com a imagem do padroeiro inserido em cartela central, sobre cornija de pedra.

É imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público

Situado em local rural, numa encosta voltada ao rio Poio, isolada, à face da estrada, sobre soco nivelador do terreno, à entrada da aldeia, rodeada de campos de cultivo e casas, algumas coetâneas da sua construção. Possui pequeno adro frontal, ajardinado, cerrado por muro encimado por grade e com portão de ferro, tendo escada de acesso.

Cronologia:

- Séc. XVIII - Provável edificação da capela;

- 1758, 8 Março - referida nas Memórias Paroquiais;

- Séc. XX - execução e pintura da cobertura, em contraplacado.
 
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Capela de Cabriz!


Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, ambas rectangulares, com sacristia, também rectangular. Interior rebocado e pintado de branco, com silhar de azulejos industriais, de estampilha azul, amarela e branca, sobre soco de pedra e encimado por roda-mão de madeira.

Arco triunfal de volta perfeita, sobre pilastras toscanas encimado por pintura mural com representação do firmamento sobreposta por adoração da Custódia. Pavimento em tijoleira cerâmica e tecto em falsa abóbada de berço, de contraplacado, pintado com várias molduras e ampla cartela ao centro com imagem do padroeiro, Santo António, segurando um menino sobre livro.

Sobre friso e cornija pintada a marmoreados fingidos, assenta a cobertura em falsa abóbada de berço, de contraplacado, pintada com molduras integrando nos ângulos cartelas circulares com os quatro Evangelistas: São Lucas e São João, do lado do Evangelho, e São Mateus e São Marcos, no oposto, intercalados por duas, de moldura recortada, com anjos segurando atributos do martírio, e, ao centro, cartela figurando o Sagrado Coração de Jesus; no lado da Epístola possui a inscrição: "Casa Maranus, Vila Real". Sacristia rebocada e pintada de branco, com pavimento de tijoleira e tecto de madeira.

É imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.


Cronologia:

- Séc. XVIII - edificação da capela pelo Conde Manuel Joaquim Alves Machado, natural de Cabriz e que angariou grande fortuna no Brasil;

- 1758, 12 Março - referida nas Memórias Paroquiais pelo pároco Domingos Alves Pinto como tendo festa apenas no dia do seu orago;

- Séc. XIX - modificação da fachada principal;

- Década de 1970 - beneficiação interior, com execução de pinturas na nave e capela-mor pela Casa Maranus, de Vila Real; colocação de silhar de azulejos.